sexta-feira, 1 de maio de 2009

Início... Princípio... Começo.

Sempre um parto, portanto, dói. E dói porque é inicio, porque é filho de um fim, e como todo fim, também dói.
O início está presente em nossas vidas todos os dias, desde as primeiras horas às ultimas, quando então ele novamente chega ao fim para depois nascer novamente.
Quando paramos para observar nosso contexto de vida, percebemos que estamos sempre iniciando algo, seja um novo trabalho, um projeto, um momento, uma amizade, um amor, e até mesmo uma vida em alguns casos. E como é bom iniciar!
O inicio é sempre novo, nos desperta para além do que estávamos acostumados a ver, a fazer... E até mesmo a viver. Estimula-nos; principalmente quando nos tira de algum estado de inércia ante a nós e os nossos fatos.
E claro que, como tudo na vida, nem sempre o inicio é algo assim tão fácil assim. Às vezes é preciso força para começar, coragem para encarar um momento, uma realidade e dar o primeiro passo, independentemente do rumo que se escolheu tomar. E são essas escolhas, conscientes ou não, que nos levarão para frente em tudo que iniciamos, e definirão também o seu fim, mesmo que a gente não queira. Porque tudo tem um fim.
Mas como Início e Fim tem uma relação muito forte, andam sempre juntos, tudo começa novamente para nós. O que muda de um caso para outro, é o tempo que se prolonga o que se iniciou. O tempo das coisas é variável: pode ser longo, duradouro, ou curto e perecível. E nesse ponto – no tempo entre o inicio e o fim – reside a intensidade da dor do que morre e conseqüentemente do que nasce.
No entanto devemos observar, ou melhor, cuidar para o tempo das coisas. Por vivermos num mundo e numa cultura de comportamentos, sentimentos, atitudes, e etc. etc., passageiros e rápidos, vivemos tudo como num flash: não se tem mais tempo de apreciar o que temos; principalmente quando muito jovens. E o que fazemos muitas vezes? Matamos antes do tempo tudo o que iniciamos, cortando todos os laços abruptamente, impiedosamente, e ficamos muitas vezes sem algo que nos fazia bem e que talvez não precisasse morrer naquele momento. Porque tudo morre naturalmente e dessa forma nos dói menos, pois é uma consciência nossa, como deveria ser também a consciência de que algumas coisas nós temos que saber fazer renascer.

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